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Molho de Pimenta Piquín
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Molho de Pimenta Piquín

20 min (10 preparo + 10 cozimento) Fácil 6 porções Norte de México
Edmond Bojalil
Edmond Bojalil

Recetas Mexas

Publicado: 29 de mar. de 2026 · Atualizado: 22 de jun. de 2026
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Molho ardente de pimenta piquín silvestre com tomate assado, especialidade do norte do México.

Sobre esta receita

O molho de pimenta piquín é um dos molhos mais picantes e aromáticos do norte do México, feito com pimentas piquín silvestres — pequenas como grãos de café, de vermelho intenso —, tomate assado, alho e sal. A pimenta piquín cresce de forma selvagem nas serras do norte mexicano e sua ardência é de 5 a 8 vezes maior que a de um jalapeño, mas com uma complexidade aromática frutada e cítrica que a distingue. O molho tem cor laranja-avermelhada intensa, é líquido e ardente, perfeito para frutos do mar, caldo de camarão e petiscos nortenhos.

História e origem

A pimenta piquín (Capsicum annuum var. glabriusculum) é considerada por muitos botânicos a ancestral silvestre de todas as pimentas domesticadas do México. Cresce espontaneamente nas serras e cânions do norte — Sonora, Chihuahua, Tamaulipas e Nuevo León — sem necessidade de cultivo, fertilizantes ou irrigação, dispersada por pássaros que são imunes à capsaicina. Os povos indígenas do norte do México a colhiam de forma silvestre e a usavam tanto como tempero quanto como planta medicinal para dores de estômago e nas articulações. Hoje a pimenta piquín seca é um dos ingredientes mais venerados da cozinha nortenha e aparece em molhos, aguachiles, frutos do mar e como petisco direto. Sua produção é quase totalmente silvestre e sazonal, o que a torna um ingrediente escasso e muito apreciado. No Brasil, onde a piquín é rara, o perfil ardente e frutado pode ser reproduzido com pimenta malagueta seca ou com a picante pimenta-de-bode, ambas fáceis de encontrar em feiras e mercados, resultando em um molho líquido e muito picante fiel ao espírito do original mexicano.

Custo estimado

R$17.10

Custo total

R$2.85

Por porção

* Preços aproximados convertidos a partir do mercado europeu (referência: 1 EUR ≈ 5,7 BRL)

Informação nutricional por porção

22

Calorias

0.9g

Proteínas

4.5g

Carboidratos

0.4g

Gorduras

1.2g

Fibras

140mg

Sódio

* Valores aproximados. Podem variar conforme os ingredientes utilizados.

Modo de preparo

  1. 1

    Asse os tomates na chapa (comal) em fogo alto até ficarem manchados de preto e amolecidos. Reserve.

  2. 2

    Torre as pimentas piquín na chapa seca em fogo médio, mexendo sem parar por 2 a 3 minutos, até mudarem para um tom castanho-escuro e soltarem seu aroma picante.

    💡 Ventile bem a cozinha — a fumaça da pimenta piquín é irritante para os olhos.

  3. 3

    Asse os dentes de alho com casca na chapa até amolecerem e dourarem, cerca de 5 minutos. Descasque.

  4. 4

    No liquidificador, bata os tomates assados, as pimentas piquín torradas, o alho assado e o sal com um pouco de água até obter um molho líquido e homogêneo.

    💡 Comece com pouca água e adicione mais se necessário.

  5. 5

    Coe o molho para eliminar sementes e peles. Acerte a consistência e o sal.

  6. 6

    Sirva em temperatura ambiente. Este molho é muito picante — use com moderação.

Perguntas frequentes

O que as pessoas perguntam sobre esta receita

O que posso usar no lugar da pimenta piquín no Brasil?

A piquín é difícil de achar no Brasil. Os melhores substitutos são a pimenta malagueta seca ou a pimenta-de-bode bem picante, ambas comuns em feiras e mercados. Elas reproduzem tanto a ardência intensa quanto o toque frutado característico do molho.

Quão picante é esse molho?

Muito picante. A pimenta piquín é de 5 a 8 vezes mais ardida que um jalapeño. É um molho para usar com moderação, em poucas gotas, sobretudo para quem não está acostumado a pimentas muito fortes.

Por que preciso ventilar a cozinha ao torrar a pimenta?

Ao torrar pimentas piquín (ou malagueta seca) na chapa seca, elas liberam uma fumaça com capsaicina que irrita os olhos, o nariz e a garganta. Abra janelas, ligue o exaustor e evite inalar de perto.

Com o que combino o molho de pimenta piquín?

É clássico com frutos do mar, caldo de camarão, aguachile e petiscos. No Brasil, fica excelente com camarão, peixe grelhado, ostras, e como molho ardente para temperar pratos à mesa.

Preciso coar o molho?

Sim, recomenda-se coar para remover sementes e peles, deixando o molho líquido e homogêneo, como manda a tradição nortenha. Se preferir mais encorpado, pode deixar parte das peles.

Por quanto tempo o molho se conserva?

Guarde em pote de vidro fechado na geladeira por até 7 dias. Por ser muito picante e ácido, conserva-se bem. Pode também ser congelado em porções pequenas, como em formas de gelo, por até 2 meses.

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Edmond Bojalil
Edmond Bojalil

Fundador, Recetas Mexas

Mexicano de Puebla, profissional de TI e amante da boa comida. Autor de mais de 1.000 receitas mexicanas autênticas adaptadas para cozinhas do mundo todo. Mora em Madri desde 2018.

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