Bebida ancestral de Guerrero, feita de cacau com pimenta e canela, servida gelada, típica do estado de Guerrero.
Sobre esta receita
O chilate é uma bebida pré-hispânica de Guerrero feita com cacau, canela e pimenta, servida gelada. É uma das bebidas mais antigas do México, com raízes diretas na cultura asteca e em suas tradições do chocolate.
História e origem
O chilate é uma das bebidas mais antigas do México, com raízes que remontam diretamente às culturas pré-hispânicas da região de Guerrero. Seu nome vem do náuatle 'chilatl', que combina 'chilli' (pimenta) e 'atl' (água), descrevendo literalmente sua composição: água de pimenta com cacau. Os astecas e outras culturas mesoamericanas consumiam bebidas de cacau preparadas com pimenta, baunilha e outras especiarias, e o chilate é um descendente direto dessas preparações rituais. Diferentemente do chocolate quente europeu, o chilate é servido gelado e tem um sabor complexo no qual o amargor do cacau, a ardência sutil da pimenta e a doçura da canela se entrelaçam. Nas comunidades da Costa Chica de Guerrero, o chilate ainda é preparado da maneira tradicional: torrando o cacau e moendo-o no metate (pedra de moer) junto com as especiarias. É uma bebida de celebrações, festas patronais e mercados. O chilate representa a continuidade viva das tradições culinárias pré-hispânicas e é um testemunho de como os povos indígenas de Guerrero preservaram sua herança gastronômica ao longo dos séculos. Para o paladar brasileiro, é uma descoberta surpreendente: um 'chocolate' gelado e levemente picante, muito diferente de qualquer achocolatado a que estamos acostumados.
Custo estimado
R$51.30
Custo total
R$8.55
Por porção
* Preços aproximados convertidos a partir do mercado europeu (referência: 1 EUR ≈ 5,7 BRL)
Informação nutricional por porção
80
Calorias
2g
Proteínas
10g
Carboidratos
4g
Gorduras
2g
Fibras
10mg
Sódio
* Valores aproximados. Podem variar conforme os ingredientes utilizados.
Modo de preparo
- 1
Torre levemente os grãos de cacau num comal ou frigideira seca por 5 minutos, mexendo sem parar.

💡 Se usar cacau em pó puro, pule esta etapa.
- 2
Torre também o arroz e a canela na mesma frigideira por 3 minutos. Retire as sementes da pimenta guajillo e torre-a rapidamente.

- 3
Bata o cacau, o arroz torrado, a canela e a pimenta no liquidificador com 500 ml de água até obter uma pasta lisa.

💡 Se tiver um metate (pedra de moer), use-o para a moagem tradicional.
- 4
Coe a mistura para retirar os resíduos grossos. Acrescente o restante da água e a rapadura ralada.

- 5
Bata vigorosamente com um molinillo (batedor de madeira) ou fouet até formar espuma. Prove e ajuste a doçura.

💡 Tradicionalmente, passa-se a bebida de um recipiente a outro despejando do alto para criar espuma.
- 6
Sirva gelado em jícaras (cuias) ou copos, com a espuma de cacau por cima.

💡 O chilate melhora com o descanso: deixe gelar por pelo menos 2 horas.
Perguntas frequentes
O que as pessoas perguntam sobre esta receita
Onde encontro grãos de cacau e canela mexicana no Brasil?
Posso substituir a pimenta guajillo?
O que é o piloncillo e por o que trocar?
Posso preparar o chilate com antecedência?
Como o chilate é servido no México?
Have you tried this recipe?
Tell us how it turned out. Your feedback helps other cooks.
Leave a reviewAvalie esta receita

Fundador, Recetas Mexas
Mexicano de Puebla, profissional de TI e amante da boa comida. Autor de mais de 1.000 receitas mexicanas autênticas adaptadas para cozinhas do mundo todo. Mora em Madri desde 2018.
Ler maisRecetas relacionadas

Clamato Preparado
Jugo de tomate y almeja preparado con limón, salsa picante, salsa inglesa y borde de tajín.

Champurrado
Atole espeso de chocolate con masa de maíz y piloncillo Listo en 40 minutos. Es la bebida caliente por excelencia para acompañar tamales en.

Agua de Limón con Chía
Agua fresca de limón con semillas de chía hidratadas Listo en 10 minutos. Las semillas de chía aportan textura gelatinosa y nutrientes adici.

Ponche de Frutas Frías
Ponche mexicano servido frío con tejocotes, guayabas, piña y caña de azúcar para fiestas.
