
Pastéis de Pinhão
Pastéis de massa quebrada recheados com pinhão tostado, rapadura e canela, típicos do norte do México.
Sobre esta receita
Os pastéis de pinhão são um doce tradicional do norte do México, especialmente de Chihuahua e Durango, onde as florestas de pinheiros produzem o pinhão usado na confeitaria. São pastéis de massa quebrada (podre) recheados com pinhão tostado e moído com piloncillo (rapadura), canela e cravo que, ao assar, criam um interior fragrante, doce e com textura de marzipã. São consumidos em festas religiosas, casamentos e na época natalina.
História e origem
O pinhão, semente do pinheiro-piñonero (Pinus cembroides) nativo do norte do México, foi alimento fundamental para os povos indígenas da Sierra Madre Occidental durante milênios. Os rarámuri e os tepehuanes o consumiam tostado e moído como fonte calórica nos invernos rigorosos da alta montanha, quando poucos outros alimentos estavam disponíveis. Com a confeitaria conventual do século XVII, o pinhão foi incorporado a pastéis e doces dos conventos franciscanos do norte da Nova Espanha, fundindo a tradição indígena com a técnica europeia da massa quebrada que as freiras dominavam. Essa fusão deu origem a uma sobremesa única, em que a riqueza oleosa e levemente resinosa do pinhão se equilibra com a doçura caramelizada do piloncillo e o calor aromático da canela e do cravo. É importante notar que o pinhão mexicano (das pinhas do Pinus cembroides) é diferente do pinhão brasileiro da araucária, embora ambos sejam sementes de pinheiro muito valorizadas na cozinha regional. No Brasil, quem quiser reproduzir a receita pode adaptar com pinhão da araucária cozido e moído, obtendo um resultado igualmente delicado. Hoje os pastéis de pinhão são um símbolo gastronômico de Chihuahua e são exportados como presente gourmet, embalados em caixas finas que percorrem todo o México durante as festas de fim de ano. Cada mordida revela a história de séculos de encontro entre a sabedoria indígena da serra e a doçaria barroca dos conventos coloniais.
Custo estimado
R$45.60
Custo total
R$2.85
Por porção
* Preços aproximados convertidos a partir do mercado europeu (referência: 1 EUR ≈ 5,7 BRL)
Informação nutricional por porção
240
Calorias
5g
Proteínas
28g
Carboidratos
13g
Gorduras
1.5g
Fibras
90mg
Sódio
* Valores aproximados. Podem variar conforme os ingredientes utilizados.
Modo de preparo
- 1
Toste o pinhão em uma frigideira seca em fogo baixo, mexendo constantemente por 3 a 4 minutos, até dourar levemente. Deixe esfriar.
💡 O pinhão queima muito rápido — não o deixe sem vigilância.
- 2
No processador de alimentos, moa o pinhão tostado com o piloncillo (rapadura), a canela e o cravo até obter uma pasta granulosa. Reserve.
- 3
Para a massa: misture a farinha de trigo, o açúcar e o sal. Incorpore a gordura fria esfregando com os dedos até obter uma textura arenosa. Acrescente água gelada colher a colher até a massa formar uma bola. Leve à geladeira por 20 minutos.
- 4
Preaqueça o forno a 180 °C. Abra a massa com 3 mm de espessura. Corte círculos de 10 cm.
- 5
Coloque uma colherada do recheio de pinhão no centro de cada círculo. Dobre ao meio, formando uma meia-lua. Pressione as bordas com um garfo para selar.
- 6
Disponha em uma assadeira com papel-manteiga. Pincele com ovo batido. Asse por 18 a 20 minutos, até dourar. Deixe esfriar e polvilhe com açúcar de confeiteiro.
Perguntas frequentes
O que as pessoas perguntam sobre esta receita
Posso substituir o pinhão mexicano por pinhão da araucária brasileira?
O que é piloncillo e como substituí-lo no Brasil?
Por que minha massa quebrada fica dura?
Posso assar os pastéis em vez de fritar?
Quanto tempo duram os pastéis de pinhão?
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Fundador, Recetas Mexas
Mexicano de Puebla, profissional de TI e amante da boa comida. Autor de mais de 1.000 receitas mexicanas autênticas adaptadas para cozinhas do mundo todo. Mora em Madri desde 2018.
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