
Tamales de Chipilín Tabasquenho
Tamales tabasquenhos de massa com chipilín, camarão seco e folha de bananeira, típicos de Tabasco, México.
Sobre esta receita
Os Tamales de Chipilín Tabasquenho são uma joia da cozinha de Tabasco: massa de milho misturada com folhas frescas de chipilín — uma leguminosa tropical aromática — e recheada com camarão seco ou carne de porco, embrulhada em folha de bananeira e cozida no vapor. O chipilín traz um sabor herbal único, levemente anisado, que não tem substituto exato. A folha de bananeira confere ao tamal um aroma defumado característico. São tamales mais achatados e alongados do que os do centro do México, refletindo a tradição maia-chontal do sudeste.
História e origem
O chipilín (Crotalaria longirostrata) é uma planta leguminosa nativa da Mesoamérica que os povos maias e chontales de Tabasco utilizam há milênios. Suas folhas são incorporadas a tamales, caldos e feijões como fonte de proteína vegetal e de um sabor herbal inconfundível. No Brasil, onde o chipilín é praticamente desconhecido, a melhor aproximação caseira é usar folhas de couve tenra ou espinafre com um toque de coentro, embora nenhum substituto reproduza fielmente o aroma levemente anisado da erva original. Os tamales de chipilín são um patrimônio cultural de Tabasco, preparados em festividades, casamentos e mercados locais, onde as vendedoras os anunciam ainda quentes, embrulhados em suas folhas verdes. A combinação com o camarão seco — abundante no litoral tabasquenho, banhado pelo Golfo do México — cria um equilíbrio de sabores que reflete a geografia tropical do estado, de rios caudalosos e lagunas. Diferentemente dos tamales do centro do país, embrulhados em palha de milho e dobrados em formato de envelope, os tamales tabasquenhos seguem a tradição do sudeste úmido: massa fina, folha de bananeira passada na chama e formato alongado. Para o cozinheiro brasileiro, essa receita é também uma ponte cultural: a folha de bananeira, tão presente em pratos do Norte e Nordeste do Brasil, ganha aqui um novo papel, abraçando uma massa de milho nixtamalizado que conta a história milenar de um povo que fez do milho e das ervas do trópico a base de sua cozinha.
Custo estimado
R$102.60
Custo total
R$8.55
Por porção
* Preços aproximados convertidos a partir do mercado europeu (referência: 1 EUR ≈ 5,7 BRL)
Informação nutricional por porção
280
Calorias
12g
Proteínas
38g
Carboidratos
9g
Gorduras
4g
Fibras
540mg
Sódio
* Valores aproximados. Podem variar conforme os ingredientes utilizados.
Modo de preparo
- 1
Lave e desfolhe o chipilín; use apenas as folhas. Branqueie-as em água fervente com sal por 2 minutos, escorra e reserve.
💡 O chipilín fresco pode ser encontrado em lojas de produtos latino-americanos ou substituído por uma pequena quantidade de folhas de couve tenra ou espinafre com um toque de coentro.
- 2
Prepare a massa: misture a massa harina (farinha de milho nixtamalizada) com água morna, banha de porco derretida, sal e o fermento em pó. Sove bem por 5 minutos até obter uma massa macia. Incorpore as folhas de chipilín picadas e sove até integrar de maneira uniforme.
💡 A massa está pronta quando uma pequena porção flutua num copo de água fria.
- 3
Hidrate o camarão seco em água quente por 15 minutos. Escorra e pique. Tempere com alho picado, um pouco de óleo e sal.
💡 O camarão seco tabasquenho é muito salgado; ajuste a sal da massa levando isso em conta.
- 4
Passe as folhas de bananeira diretamente na chama por alguns segundos de cada lado para que fiquem flexíveis sem rasgar. Corte-as em retângulos de aproximadamente 30x25 cm.
💡 Se você não tiver fogão a gás, aqueça-as numa chapa seca por 30 segundos de cada lado.
- 5
Espalhe uma porção de massa de 80-90 g no centro de cada folha de bananeira, formando um retângulo de 15x10 cm. Coloque uma colher de recheio de camarão no centro. Dobre as laterais da folha para fechar o tamal e dobre as pontas para baixo.
💡 Os tamales tabasquenhos são dobrados ao comprido, e não no estilo 'envelope' do centro do México.
- 6
Coloque os tamales em pé numa panela a vapor com água fervente. Tampe e cozinhe no vapor por 75-90 minutos, até que a massa se solte facilmente da folha.
💡 Acompanhe o nível da água durante o cozimento; acrescente água quente se for necessário.
Perguntas frequentes
O que as pessoas perguntam sobre esta receita
O que é chipilín e por que ele é tão importante neste tamal?
Como substituo o chipilín aqui no Brasil?
Posso usar folha de bananeira em vez de palha de milho?
O camarão seco é muito salgado. Como ajusto o tempero?
Como sei que a massa está no ponto certo?
Posso preparar os tamales com antecedência?
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Fundador, Recetas Mexas
Mexicano de Puebla, profissional de TI e amante da boa comida. Autor de mais de 1.000 receitas mexicanas autênticas adaptadas para cozinhas do mundo todo. Mora em Madri desde 2018.
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