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Tamales de Pejelagarto
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Tamales de Pejelagarto

150 min (60 preparo + 90 cozimento) Difícil 8 porções Tabasco
Edmond Bojalil
Edmond Bojalil

Recetas Mexas

Publicado: 29 de mar. de 2026 · Atualizado: 12 de mai. de 2026
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Tamales de massa de milho recheados com pejelagarto defumado, urucum e folha de bananeira.

Sobre esta receita

Os tamales de pejelagarto são uma especialidade tabasquenha em que a massa de milho envolve o saboroso recheio de pejelagarto defumado com urucum (achiote) e pimenta güero, embrulhados em folha de bananeira.

História e origem

Os tamales de pejelagarto são uma joia da gastronomia tabasquenha que funde dois elementos identitários do estado: o milho nixtamalizado e o pejelagarto, o peixe pré-histórico que habita os rios e lagunas da região. Conhecido no Brasil como peixe-lagarto, esse peixe de aparência ancestral, com focinho alongado cheio de dentes, é uma das grandes iguarias de Tabasco. Sua origem remonta às práticas culinárias dos povos chontales e maias que habitaram Tabasco antes da Conquista, que já preparavam tamales recheados com os peixes do rio embrulhados em folhas de bananeira, técnica que os espanhóis encontraram ao chegar à região. A particularidade destes tamales é o uso do pejelagarto defumado, preparado assando-se o peixe inteiro sobre brasas de madeira até que adquira um sabor defumado profundo; em seguida, ele é desfiado e temperado com urucum tabasquenho, pimenta güero e ervas aromáticas. Para o cozinheiro brasileiro que não encontre o pejelagarto, um bom substituto é um peixe branco firme e defumado, como traíra ou cação defumado, que reproduz a textura e o caráter esfumaçado do original. A massa é preparada com banha de porco e caldo, resultando numa textura macia que contrasta com o recheio. Os tamales são embrulhados em folha de bananeira fresca, que confere um aroma vegetal característico, e cozidos no vapor por cerca de uma hora e meia. Em Tabasco, esses tamales são indispensáveis nas celebrações do Dia dos Mortos, nas festas de Natal e nas festas patronais, e são considerados um presente gastronômico apreciado quando levados de visita.

Custo estimado

R$79.80

Custo total

R$9.98

Por porção

* Preços aproximados convertidos a partir do mercado europeu (referência: 1 EUR ≈ 5,7 BRL)

Informação nutricional por porção

380

Calorias

24g

Proteínas

34g

Carboidratos

18g

Gorduras

3g

Fibras

580mg

Sódio

* Valores aproximados. Podem variar conforme os ingredientes utilizados.

Modo de preparo

  1. 1

    Desfie o pejelagarto defumado, certificando-se de retirar todas as espinhas. Misture com o urucum (achiote) dissolvido em um pouco de água quente, alho picado, epazote e sal. Reserve o recheio.

    💡 O pejelagarto tem muitas espinhas pequenas; revise o recheio várias vezes com os dedos.

  2. 2

    Prepare a massa misturando a massa de milho (massa harina, farinha de milho nixtamalizada) com banha de porco, caldo morno e sal, até obter uma massa macia e homogênea que não grude nas mãos.

    💡 A massa está pronta quando um pedacinho flutua na água fria: sinal de que tem ar e banha suficientes.

  3. 3

    Limpe as folhas de bananeira passando-as brevemente sobre o fogo para amaciá-las e torná-las mais maleáveis. Corte em retângulos de 30 cm.

  4. 4

    Espalhe uma camada de massa de cerca de 5 mm sobre cada folha de bananeira. Coloque 2 colheres de recheio de pejelagarto no centro.

  5. 5

    Dobre a folha formando um pacote retangular que sele bem o recheio. Amarre com tiras da própria folha ou com barbante.

    💡 Um bom selamento evita que a massa absorva água demais durante o cozimento.

  6. 6

    Acomode os tamales na vertical numa panela a vapor sobre água fervente. Cubra com folhas de bananeira adicionais e uma tampa.

  7. 7

    Cozinhe no vapor por 80-90 minutos. Verifique o cozimento: o tamal estará pronto quando a massa se soltar limpamente da folha.

    💡 Não abra a panela a vapor nos primeiros 60 minutos para não interromper o cozimento.

  8. 8

    Deixe descansar 10 minutos antes de servir. Acompanhe com molho tabasquenho de pimenta amashito.

Perguntas frequentes

O que as pessoas perguntam sobre esta receita

O que é pejelagarto?

O pejelagarto, ou peixe-lagarto, é um peixe pré-histórico de água doce típico dos rios e lagunas de Tabasco, no sul do México. Com focinho longo cheio de dentes, é uma iguaria da região e o coração desta receita, normalmente preparado defumado sobre brasas de madeira.

Como substituo o pejelagarto aqui no Brasil?

Como o pejelagarto não existe no Brasil, o melhor substituto é um peixe branco firme e defumado, como traíra ou cação defumado. O importante é manter a textura firme e o caráter esfumaçado, que são o que define o recheio destes tamales tabasquenhos.

O que é achiote e por que uso urucum em seu lugar?

Achiote é o nome mexicano da semente de urucum, a mesma usada no Brasil como colorau. Ela dá ao recheio sua cor avermelhada e um leve sabor terroso. Aqui você pode usar urucum ou colorau dissolvido em um pouco de água quente, exatamente como na receita original.

Posso usar palha de milho em vez de folha de bananeira?

Neste tamal a folha de bananeira é fundamental, pois perfuma a massa com seu aroma vegetal e ajuda a selar o recheio defumado. Passe-a rapidamente na chama para amaciar antes de embrulhar. A palha de milho não traz o mesmo aroma e não é o tradicional desta receita do sudeste mexicano.

Como evito que a massa absorva água demais ao cozinhar?

Um bom selamento do embrulho é a chave: dobre bem a folha de bananeira formando um pacote firme e amarre com tiras da própria folha ou com barbante. Acomode os tamales na vertical na panela a vapor e não abra a tampa nos primeiros 60 minutos.

Com o que servir os tamales de pejelagarto?

O acompanhamento tradicional é um molho tabasquenho de pimenta amashito, bem picante. Deixe os tamales descansarem 10 minutos depois de cozidos antes de servir, para que a massa firme e se solte limpa da folha.

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Edmond Bojalil
Edmond Bojalil

Fundador, Recetas Mexas

Mexicano de Puebla, profissional de TI e amante da boa comida. Autor de mais de 1.000 receitas mexicanas autênticas adaptadas para cozinhas do mundo todo. Mora em Madri desde 2018.

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