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Tamales de Chipilín Tabasquenho
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Tamales de Chipilín Tabasquenho

150 min (60 preparo + 90 cozimento) Média 12 porções Tabasco, México
Edmond Bojalil
Edmond Bojalil

Recetas Mexas

Publicado: 29 de mar. de 2026 · Atualizado: 22 de jun. de 2026
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Tamales tabasquenhos de massa com chipilín, camarão seco e folha de bananeira, típicos de Tabasco, México.

Sobre esta receita

Os Tamales de Chipilín Tabasquenho são uma joia da cozinha de Tabasco: massa de milho misturada com folhas frescas de chipilín — uma leguminosa tropical aromática — e recheada com camarão seco ou carne de porco, embrulhada em folha de bananeira e cozida no vapor. O chipilín traz um sabor herbal único, levemente anisado, que não tem substituto exato. A folha de bananeira confere ao tamal um aroma defumado característico. São tamales mais achatados e alongados do que os do centro do México, refletindo a tradição maia-chontal do sudeste.

História e origem

O chipilín (Crotalaria longirostrata) é uma planta leguminosa nativa da Mesoamérica que os povos maias e chontales de Tabasco utilizam há milênios. Suas folhas são incorporadas a tamales, caldos e feijões como fonte de proteína vegetal e de um sabor herbal inconfundível. No Brasil, onde o chipilín é praticamente desconhecido, a melhor aproximação caseira é usar folhas de couve tenra ou espinafre com um toque de coentro, embora nenhum substituto reproduza fielmente o aroma levemente anisado da erva original. Os tamales de chipilín são um patrimônio cultural de Tabasco, preparados em festividades, casamentos e mercados locais, onde as vendedoras os anunciam ainda quentes, embrulhados em suas folhas verdes. A combinação com o camarão seco — abundante no litoral tabasquenho, banhado pelo Golfo do México — cria um equilíbrio de sabores que reflete a geografia tropical do estado, de rios caudalosos e lagunas. Diferentemente dos tamales do centro do país, embrulhados em palha de milho e dobrados em formato de envelope, os tamales tabasquenhos seguem a tradição do sudeste úmido: massa fina, folha de bananeira passada na chama e formato alongado. Para o cozinheiro brasileiro, essa receita é também uma ponte cultural: a folha de bananeira, tão presente em pratos do Norte e Nordeste do Brasil, ganha aqui um novo papel, abraçando uma massa de milho nixtamalizado que conta a história milenar de um povo que fez do milho e das ervas do trópico a base de sua cozinha.

Custo estimado

R$102.60

Custo total

R$8.55

Por porção

* Preços aproximados convertidos a partir do mercado europeu (referência: 1 EUR ≈ 5,7 BRL)

Informação nutricional por porção

280

Calorias

12g

Proteínas

38g

Carboidratos

9g

Gorduras

4g

Fibras

540mg

Sódio

* Valores aproximados. Podem variar conforme os ingredientes utilizados.

Modo de preparo

  1. 1

    Lave e desfolhe o chipilín; use apenas as folhas. Branqueie-as em água fervente com sal por 2 minutos, escorra e reserve.

    💡 O chipilín fresco pode ser encontrado em lojas de produtos latino-americanos ou substituído por uma pequena quantidade de folhas de couve tenra ou espinafre com um toque de coentro.

  2. 2

    Prepare a massa: misture a massa harina (farinha de milho nixtamalizada) com água morna, banha de porco derretida, sal e o fermento em pó. Sove bem por 5 minutos até obter uma massa macia. Incorpore as folhas de chipilín picadas e sove até integrar de maneira uniforme.

    💡 A massa está pronta quando uma pequena porção flutua num copo de água fria.

  3. 3

    Hidrate o camarão seco em água quente por 15 minutos. Escorra e pique. Tempere com alho picado, um pouco de óleo e sal.

    💡 O camarão seco tabasquenho é muito salgado; ajuste a sal da massa levando isso em conta.

  4. 4

    Passe as folhas de bananeira diretamente na chama por alguns segundos de cada lado para que fiquem flexíveis sem rasgar. Corte-as em retângulos de aproximadamente 30x25 cm.

    💡 Se você não tiver fogão a gás, aqueça-as numa chapa seca por 30 segundos de cada lado.

  5. 5

    Espalhe uma porção de massa de 80-90 g no centro de cada folha de bananeira, formando um retângulo de 15x10 cm. Coloque uma colher de recheio de camarão no centro. Dobre as laterais da folha para fechar o tamal e dobre as pontas para baixo.

    💡 Os tamales tabasquenhos são dobrados ao comprido, e não no estilo 'envelope' do centro do México.

  6. 6

    Coloque os tamales em pé numa panela a vapor com água fervente. Tampe e cozinhe no vapor por 75-90 minutos, até que a massa se solte facilmente da folha.

    💡 Acompanhe o nível da água durante o cozimento; acrescente água quente se for necessário.

Perguntas frequentes

O que as pessoas perguntam sobre esta receita

O que é chipilín e por que ele é tão importante neste tamal?

O chipilín é uma erva leguminosa tropical (Crotalaria longirostrata) nativa do México e da América Central, com um sabor herbal levemente anisado que define o caráter deste tamal tabasquenho. É ele que dá à massa seu aroma verde inconfundível, impossível de reproduzir com exatidão por qualquer outro ingrediente.

Como substituo o chipilín aqui no Brasil?

Como o chipilín é praticamente impossível de encontrar no Brasil, a aproximação mais próxima é usar folhas de couve tenra ou de espinafre branqueadas e bem picadas, acrescentando um toque de coentro para imitar a nota herbal. O resultado não é idêntico, mas honra a textura e a cor verde da massa original.

Posso usar folha de bananeira em vez de palha de milho?

Sim — neste tamal a folha de bananeira é justamente o tradicional, não a palha de milho. Passe a folha rapidamente na chama do fogão ou aqueça-a numa chapa seca por 30 segundos de cada lado para que fique flexível e não rasgue na hora de embrulhar. Ela ainda perfuma a massa com seu aroma vegetal e levemente defumado.

O camarão seco é muito salgado. Como ajusto o tempero?

O camarão seco tabasquenho costuma ser bastante salgado, então prove-o antes e reduza a quantidade de sal na massa. Hidrate o camarão em água quente por 15 minutos, escorra e, se ainda estiver muito salgado, enxágue rapidamente antes de picar e refogar com alho.

Como sei que a massa está no ponto certo?

A massa está pronta quando uma pequena porção, jogada num copo de água fria, flutua na superfície. Isso indica que ela tem ar e banha suficientes para resultar em tamales leves e fofos depois de cozidos no vapor.

Posso preparar os tamales com antecedência?

Sim. Os tamales podem ser montados crus e refrigerados por até um dia antes de cozinhar, ou congelados já cozidos. Para servir, basta reaquecê-los no vapor por alguns minutos até que voltem a ficar macios e a massa se solte facilmente da folha.

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Edmond Bojalil
Edmond Bojalil

Fundador, Recetas Mexas

Mexicano de Puebla, profissional de TI e amante da boa comida. Autor de mais de 1.000 receitas mexicanas autênticas adaptadas para cozinhas do mundo todo. Mora em Madri desde 2018.

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